Outro dia estava em casa doido para ver um filme, mas com uma preguiça danada de ir até a locadora. Pensei, tenho duas saídas:
1 – baixar um filme pirata
2 – testar o serviço de aluguel de filmes da Saraiva, lançado há pouco mais de um mêsA minha ansiedade de ver o filme era tanta que falei, não vou ficar esperando um torrent baixar e até achar a legenda certa. Vou dar uma chance para a Saraiva Digital. Entrei no site e já fui direto para o cadastro – entreguei até o nome do cachorro, mas tudo bem – depois baixei o plugin necessário – não funciona no Chrome, mas relevei - e enfim vou ver as opções. Meu deus, até aqui eu estava animado, enfrentei todas as dificuldades, mas ainda animado. Mas é realmente decepcionante, só tinha filme velho. Aí pensei, se é para ver filme velho vejo um DVD.
Final: Matrix Revolution em DVD, no home theater e pipoca.
Não tenho dúvidas que muitos já teriam desistido na primeira parte e ido para o pirata, mas mesmo as pessoas com um pouco mais de ética e vontade de seguir a lei não iriam se contentar. Fico pensando, não vai ser fácil emplacar este serviço de aluguel online. Mesmo muitos, como eu, empolgados para testar e usar o serviço morrerão na praia com a oferta atual. Se tem uma coisa que acho que todos aprenderam com a internet é a sua capacidade Long Tail, afinal não há a “restição” de espaço físico para uma locadora online. Mas de que adianta se o catálogo é super restrita?
Desculpe a pensata longa, mas lembrei disso ao ver a notícia hoje de que o YouTube está fechando acordo alguns estúdios justamente para começar a testar o modelo de aluguel de filmes. O boato é forte e totalmente esperado. Não é segredo que o serviço de vídeos do Google até hoje só foi capaz de gerar prejuízo, mas é absoluto dominante na audiência de vídeos na web. Logo a teoria freemium e premium parece que vai emplacar de novo.
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